sábado, 21 de novembro de 2009

ESPERANÇA
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que quando todas as sirenas Todas as buzinas Todos os reco-recos tocarem Atira-se E ó delicioso vôo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, Outra vez criança... E em torno dela indagará o povo: — Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes? E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!) Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam: — O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA... "Nova Antologia Poética", pág. 118, Ed. Globo - S. Paulo, 1998.

Um comentário:

  1. Ès poetisa também! Lindo blog, entre neste aqui http://cancoesepoesias.blogspot.com/2009/07/um-dia-desses-recebi-o-seguinte-torpedo.html é de uma grande amiga minha ela também escreve poesias. Beijos Maria.

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